Tradição Jurídica e Democracia feridas, mas nunca vencida
Por Malouh Gualberto com charge de Odilon
(INSIRA A CHARGE DO ODILON AQUI)
Mais um golpe – contra a tradição jurídica do Brasil.
Mais uma vez, um golpe. Desta vez, um golpe maior: contra o Saber Jurídico, nos tornando párias perante os olhos da comunidade internacional, graças a golpistas que, de um lado, pensam em um “papai” preso e, de outro, na soberba de um presidente do Congresso que quer intimidar o poder executivo. O tal chamado Centrão extrapolou.
O Saber Jurídico sempre foi uma arma de dignidade da Nação Brasileira, haja vista suas faculdades históricas, suas constituições, seu código penal, suas leis que, mesmo não tão respeitadas, sempre nos orgulharam. Agora, um Senado que deveria, sim, averiguar o Saber Jurídico de um candidato enviado pelo poder executivo, depois de dar provas concretas de sua disciplina e respeito ao SABER Jurídico — independente de onde e para quem tenha prestado serviços — mostrou ética e competência.
Jovem ágil, homem de fé, recebe uma rasteira política. Não posso, de modo algum, chamar de política quando claramente é um ato de politicagem. Podemos aguentar muita coisa, mas esta é uma questão que passa de todos os limites e mostra que, depois de quatro anos do Sr. Bolsonaro — “papai” no poder — nos tornamos, aos olhos do mundo, simples golpistas.
Os golpes depois deste senhor se espalharam em todos os cantos: na internet, nos bancos, enfim, até na cilada de se receber um pacote recheado de maracutaias. Onde vamos parar? Vinte e sete anos é pouco para o que estamos vendo! Não sou a favor desta horrível e afrontosa dualidade que nos atinge, mas sou muito menos a favor de ver, aos 74 anos de idade, uma afronta só vista no século XIX, em meio ao desmonte total da democracia.
Se nosso povo pesquisasse na História do Brasil, veria que este filme já passou e, pelo visto, querem ressuscitar a qualquer custo. Impossível, senhores: lhes falta o básico, inteligência e amor. Queremos nos entregar à brutalidade e à doença de uma família nitidamente desequilibrada, sem a menor vocação para ser estadista. Ser estadista exige muito mais de um candidato: exige equilíbrio, preparo (não erudição), conhecimento — seja autodidata ou não — e ouvidos para ouvir seu povo e sua nação perante os povos irmãos. Não é beijando a bandeira de um país que se diz rico que vamos ter este cidadão.
Sou anti-bolsonarista, sim, sou, pois tenho olhos e consciência. Mas tenho experiência de Brasil e de fora dele. Não quero que meus netos tenham que passar por nova ditadura. Não quero que meus netos tenham que ter seus “pensares” e fazeres censurados por ignorantes falsos moralistas. Não quero que o país pare de crescer em suas ciências e artes que tanto nos orgulham. Não quero que a guerra por poder nos traga de novo o monstro da destruição do que temos de melhor: a liberdade, a alegria e, sobretudo, a criatividade e o saber.
Sobre os Autores
Malouh Gualberto nasceu em São Paulo, filha de pintora paisagista. Estudou arte e fotografia na Suíça (Tribune de Genève). No Brasil, consolidou carreira de mais de 50 anos na comunicação como redatora premiada em grandes agências (SP, Recife e Belém) e fotógrafa com 20 exposições realizadas no estado de SP e exterior. Especialista em fotografia ambiental (www.ecofotografias.fot.br), retorna ao jornalismo com o Polis Brasil.
Odilon Cavalcanti é chargista e artista visual. Conheça sua obra em www.odiloncavalcanti.art.br.
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